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Práticas Integrativas e Complementares crescem 70% no SUS e transformam o cuidado integral no Brasil

26 de nov. de 2025
3 min de leitura
frascos de óleos essenciais em evidência segurados por uma pessoa com uma luva preta com um ambiente de spa dos pés desfoca ao fundo

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) vêm ganhando espaço em todo o país e se consolidando como parte essencial do cuidado integral oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). E os números mais recentes mostram o tamanho desse avanço: em 2024, mais de 7,1 milhões de atendimentos foram realizados, um crescimento de 70% em relação a 2022.


Os dados, publicados pelo Núcleo Técnico de Gestão da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (NTG-PNPIC), evidenciam uma mudança significativa no acesso, na procura e na valorização dessas terapias por parte da população.



Um caminho para o cuidado integral


As PICS fazem parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), em vigor desde 2006. Elas reúnem abordagens reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como práticas tradicionais, complementares e integrativas, ampliando o olhar sobre o cuidado e fortalecendo estratégias de prevenção e bem-estar nas redes de atendimento.


Hoje, essas práticas estão presentes tanto na Atenção Primária à Saúde (APS) quanto nos serviços de Média e Alta Complexidade (MAC), oferecendo suporte físico, emocional e terapêutico para milhões de brasileiros.



Crescimento na Atenção Primária e nos serviços especializados


A expansão é visível em todas as frentes.


Na Atenção Primária, onde o cuidado contínuo começa, foram registrados:

  • 3,1 milhões de procedimentos em 2024

  • 32% de aumento em relação a 2023

  • 67% de crescimento desde 2022


Já na Média e Alta Complexidade, o salto foi ainda maior:

  • 3,9 milhões de atendimentos em 2024

  • 18% de crescimento sobre 2023

  • 73% de aumento desde 2022


No total, mais de 9 milhões de pessoas utilizaram alguma prática integrativa no SUS em 2024, um número 83% maior do que há dois anos.



Quais práticas integrativas mais cresceram?


mulher recebendo massagem nos pés

As PICS oferecem diferentes abordagens: individuais, coletivas, expressivas, corporais, terapêuticas e energéticas. Nos últimos anos, algumas práticas se destacaram pela alta procura:

  • Auriculoterapia — 929.920 atendimentos (+102% desde 2022)

  • Aromaterapia — 106.077 atendimentos (+181%)

  • Práticas corporais da Medicina Tradicional Chinesa — 658.899 participantes (+208%)

  • Yoga — 217.925 participantes (+290%)

  • Arteterapia — 71.429 participantes (+271%)

  • Musicoterapia — 74.716 participantes (+374%)


O crescimento reforça uma mudança de mentalidade: a busca por tratamentos mais naturais, integrativos e alinhados ao autocuidado.



Qualificação profissional para ampliar o acesso


Para acompanhar a expansão, o Ministério da Saúde tem investido na capacitação de profissionais.Nos últimos anos:

  • 12 novos cursos foram lançados na plataforma AVASUS (18 no total)

  • Mais de 232 mil profissionais já se inscreveram

  • Novas formações foram concluídas em auriculoterapia e protocolos de acupuntura

  • Projetos-piloto com a Fiocruz integraram PICS ao cuidado da dor crônica, saúde mental e uso de plantas medicinais


Além disso, o fortalecimento das Equipes de Saúde da Família, das equipes multiprofissionais e o retorno do Programa Mais Médicos ajudam a levar essas práticas para mais regiões do país.



Como acessar as PICS pelo SUS


As práticas integrativas estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde. A população pode acessar os serviços de duas maneiras:


1. Procurando a Unidade Básica de Saúde (UBS)

Muitas UBS oferecem práticas como:

  • auriculoterapia

  • yoga

  • práticas corporais da MTC

  • arteterapia

  • musicoterapia


O acesso pode ocorrer por demanda espontânea ou por encaminhamento.


2. Consultando a Secretaria Municipal de Saúde

A oferta varia de cidade para cidade. A Secretaria de Saúde local informa quais práticas estão disponíveis e onde.


Algumas terapias como acupuntura e fitoterapia podem exigir encaminhamento para serviços especializados.



Por que as PICS são tão importantes para o futuro do cuidado?


mulher recebendo massagem nos pés por um profissional da área

O avanço das práticas integrativas mostra que o SUS está investindo em um modelo de cuidado mais completo, humanizado e centrado na saúde, não apenas na doença.


Esse movimento está alinhado:

  • à diretriz global da OMS

  • às estratégias de promoção da saúde

  • à valorização do autocuidado

  • à ampliação de práticas terapêuticas com respaldo científico


As PICS fortalecem a prevenção, reduzem o uso de medicamentos, promovem bem-estar e ampliam a autonomia das pessoas sobre sua própria saúde.



O resultado? Um SUS mais humano, mais integral e mais próximo da população


Com estratégias claras, formação contínua e ampliação dos serviços, as Práticas Integrativas e Complementares se consolidam como um dos pilares para o futuro da saúde pública no Brasil.


Elas aproximam cuidado, ciência, tradição e humanização, e ajudam milhões de brasileiros a viverem com mais bem-estar, equilíbrio e qualidade de vida.



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